sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Breves memórias felinas a partir de uma lembrança de Mário Quintana


Lumiá não miava como qualquer gato mia.
Miava com doçura de modo que a gente quase não sentia.
Miava, pra lua, miava pro ar,
Miava quase que sem parar.
Lumiá miava e via,
Via longe quem estava pra chegar.
Miava, via e sentia sem questionar.
Velho vadio esse Lumiá,
Encantava por onde ia.
Lumiá via, e miava para o que via.
E Lumiá via o que ninguém via...
Miava, miava, miava pra antecipar o que se passaria
Um passarinho ou um passarão,
Um calanguinho ou um calangão,
Um mosquitinho ou um mosquitão,
Mas tudo o que ele queria
Era uma amiguinha para fazer companhia
Para miar e para ver
O tempo passar.
Passarinho ou passarão...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

É a culpa do Ocidente? Não me diga...

http://www.youtube.com/watch?v=w4hLCl0oZEo


Este vídeo foi postado pelo economista liberal Rodrigo Constantino. Polêmico, incisivo e intolerante que só, esse jovem senhor parece falar do alto de uma torre de marfim perdida em algum ponto entre qualquer um dos países ditos desenvolvidos. A pérola de sua retórica é de que em vez dos países pobres, diga-se América Latina e África ficarem culpando os ricos e colonialistas, que tratem de trabalhar e escolherem o melhor para si. Esse moço ataca mordazmente as políticas de ações afirmativas, cutuca o Estado regulador, vocifera contra o socialismo. Bem, vejam e sintam.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A Procuradora do DF e as Cotas

Abaixo, link para entrevista concedida pela procuradora Roberta Kaufmann ao Jornal de Brasília, retirado do blog "No Race". Em seguida o breve comentário que fiz sobre os argumentos ali expostos.



http://noracebr.blogspot.com/2009/11/entrevista-no-jornal-de-brasilia.html



Com licença leitores e organizadores desse blog. Será que vamos continuar discutindo a questão racial com esses parâmetros "científicos" ou percentuais pra sempre? Ora, desde quando, no Brasil, é a herança genética relevante para qualificar uma pessoa? O que significa dizer que Neguinho da Beija Flor é 67% europeu? Não significa - venia sra. procuradora Kauffmann - nada ou muito pouco. Talvez quem sabe uma curiosidade para rechear revistas de vôo. Pergunte ao Neguinho e pergunte a quem está em torno dele; mais, pergunte, faça uma enquete Brasil afora e dirão que o Neguinho é negro, mesmo que ele supostamente venha a apresentar o tal índice em sua carteira de identidade, mais ainda, mesmo que jure de pé juntos que é caucasiano, ahã... Ou seja, quando aceitarão que esses critérios geneticamente científicos não exprimem a realidade sócio-econômica e cultural do Brasil? Se a proposta é lançarmos mão dos índices percentuais, imagino que os dados levantados pelo IPEA ou pelo IBGE são mais interessantes para uma análise de nossa questão racial. Acho louvável haver espaço para manifestação das ideias opositoras, pois este debate nos remete inevitavelmente a lições de sociologia brasileira sentida na carne, seja "na rua, na chuva, na fazenda". É um grande aprendizado. Porém acredito que os argumentos dos anti-cotas não são convincentes para além dos muros bem fechados das academias de ciências e das fábricas de produção de festins jornalísticos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

segunda-feira, 10 de março de 2008

Madrugada vai embora
Noite adentro rapidinho
Zune longe o som de uma viola
Como se ouvisse um radinho

Rompe o dia em alento
Sem terço, reza ou benzeção
Cantilena, seresta ou sacramento
Que nos chame a atenção

Chega a tarde sem demora
Com pressa e prontidão
Criançada volta da escola
No horizonte a multidão

Eis a noite em grande estilo
Cintilando brilhantes no céu
Eu cá penso aqui mô filho
O que faço eu? palavras ao léu?



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Alguém viu o Eclipse?

Haviam me dito da Lua
Astro-Rainha
Que mira o Rei Sol
De longe em dia de Eclipse
E acompanha seus passos
Escondidinha, escondidinha...

Disseram que a Terra atravessaria seu caminho
E a Lua escureceria de ciúmes
Mas ninguém viu essa novela
Pois jorrou muita água na Capital
O Céu, nervoso, chorara de apreensão...